Relator da Lava Jato em segunda instância determina que Lula seja mantido preso
O desembargador federal
João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Lava Jato em segunda
instância, determinou neste domingo (8) que não seja cumprida a decisão do
plantonista Rogério Favreto, que mandou
soltar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Determino que a autoridade coatora e a Polícia
Federal do Paraná se abstenham de praticar qualquer ato que modifique a decisão
colegiada da 8ª Turma", diz o texto assinado por Gebran.
O petista foi condenado
no processo do triplex, no âmbito da Operação Lava Jato, por corrupção passiva
e lavagem de dinheiro. Ele está preso desde
abril deste ano em Curitiba.
Pela manhã, o desembargador federal plantonista do
Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Rogério Favreto, decidiu
conceder liberdade a Lula.
Em seguida, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, no
Paraná, afirmou que o desembargador
plantonista não tinha competência para mandar soltar Lula. O
juiz Moro está em férias, mas, segundo a assessoria da Justiça Federal do
Paraná, "por ser citado como autoridade coatora no habeas corpus, ele
entendeu possível despachar no processo".
Na sequência, Favreto emitiu um outro despacho, reiterando
a decisão de mandar
soltar o ex-presidente. O desembargador plantonista e já foi filiado
ao PT. Ele se desfiliou ao assumir o cargo no tribunal.
Em setembro de 2016, durante votação da Corte Especial
do TRF-4, ele foi o único que votou a favor da abertura de um processo
administrativo disciplinar contra Moro e por seu afastamento cautelar da
jurisdição, até a conclusão da investigação.
No início da tarde, o procurador regional da República
plantonista José Osmar Pumes também se manifestou. Ele pediu a reconsideração
da decisão do TRF-4 sobre o pedido de soltura de Lula.
"O Ministério Público Federal requer que seja
reconsiderada a decisão liminar, para que seja suspensa a determinação contida
no evento 3, recolhendo-se o alvará de soltura, até que o pedido de habeas
corpus aqui tratado seja submetido ao escrutínio da c. 8ª Turma dessa
Corte", apontou o procurador.
(G1)

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