Neste ano, gasto total com o Fies será de R$ 30,2 bilhões
A Consultoria de Orçamento e Fiscalização
Financeira da Câmara preparou um subsídio técnico, entregue há duas semanas,
que estima para este ano um ônus fiscal com o Fundo de Financiamento Estudantil
(Fies) de R$ 30,286 bilhões, apesar dos esforços crescentes para conter os
gastos. Só o chamado subsídio implícito (diferencial entre o custo operacional
da dívida pública e a taxa de juros aplicada no financiamento) chegará a R$ 8,3
bilhões, conforme os dados do Ministério da Fazenda.
Procurado, o Ministério da Educação (MEC) destacou que "o novo Fies
contará com medidas que foram tomadas para aumentar a adimplência e o poder de
pagamento dos alunos". "O porcentual de pagamento do financiamento
respeitará a renda do aluno e da família."O Tesouro Nacional ainda
informou que vai passar a reconhecer o risco de calote nos contratos do Fies.
Na prática, a medida vai aumentar a contabilização de despesas do governo. A
mudança na metodologia já resultou no reconhecimento de um gasto adicional de
R$ 7 bilhões em 2016. "Em relação à governança do programa, observou-se
ausência de planejamento fiscal de médio prazo relacionado à oferta de
vagas", afirma a Nota Técnica.
O
Ministério ainda defendeu a formulação do no vo fundo garantidor. "Quanto
mais uma instituição começar a subir o porcentual de inadimplentes mais ela
terá de contribuir com o fundo e vice-versa." Além disso, o MEC destacou a
possibilidade de punições. "Se uma instituição atingir 25% (de
inadimplência), deixará de participar de futuros processos."
Mobilização
Faculdades privadas estão se mobilizando no Congresso para fazer alterações na
Medida Provisória que cria para 2018 o novo Fies. O texto desagradou às
empresas de educação, que querem que o governo se comprometa com uma parte
maior do financiamento. Para as faculdades, as alterações deixam o programa
restritivo.
(As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.)

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