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Lula: TSE toma “decisões tendenciosas” contra campanha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (11) estar “desconfiado” de um enviesamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para favorecer a candidatura do adversário Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais.

Durante ato na Avenida Paulista, em São Paulo, Lula afirmou que a campanha vai recorrer da decisão do presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, de derrubar o canal de WhatsApp “Exército de Lula” sob a alegação de disseminação de fake news. Organizado pelo deputado André Janones (Rede-MG), o canal tinha 3,3 milhões de seguidores e mobilizava atos coordenados entre apoiadores do presidente nas redes sociais.

“Eu vejo que nas redes sociais nós estamos ganhando o jogo. Eu sei que o nosso povo está muito ativo, está trabalhando demais, postando muita coisa, e é por isso que eu estou desconfiado do comportamento da Corte Eleitoral, que tem bloqueado muita gente nossa e permitido que as ações deles continuem sendo executadas. Nós vamos hoje entrar na Justiça com um pedido para que a gente equilibre esse jogo. Não vamos aceitar a intromissão indevida da Justiça Eleitoral na eleição”, afirmou a jornalistas momentos antes de subir ao palanque.

O bloqueio atendeu a uma liminar de pedido urgente apresentada pela chapa de Flávio e vale até a homologação do resultado do segundo turno das eleições.

Com mais de 3,3 milhões de seguidores, a página teve um crescimento vertiginoso em questão de dias. "Segundo os documentos acostados à inicial, o canal tinha cerca de 55 mil seguidores na manhã de 5 de outubro e alcançou 2.090.796 em 7 de outubro. Em pouco mais de cinco dias, portanto, multiplicou por quase sessenta a sua audiência", diz a decisão.

Na fundamentação, Nunes Marques destacou que a estrutura vinha operando como uma "central de comando" para acionar, sob orientação direta do administrador, a replicação coordenada e em massa de narrativas que seriam "sabidamente inverídicas".

O presidente do TSE passou por cima do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia estabelecido prazo de cinco dias para que Janones e a campanha de Lula se manifestassem na ação movida por Flávio contra o canal.

Após a determinação de Nunes Marques, Janones foi às redes para criticar a decisão e dizer que não houve disseminação de fake news. “Não é que se Flávio Bolsonaro for eleito a censura vai ser instalada. Já começou a ser instalada. Só que eles vão sentir agora a força de 3,3 milhões de pessoas unidas. Nós não vamos nos calar".

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