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COINCIDÊNCIA OU CONVOCAÇÃO? Pais de alunos suspeitam de liberações antecipadas em escolas para atos políticos no Vale do São Francisco

Uma sequência de comunicados em grupos de WhatsApp de unidades escolares em Juazeiro Bahia acendeu o sinal de alerta e gerou indignação entre pais e responsáveis. A principal suspeita das famílias é que o encerramento prematuro das aulas na última terça-feira tenha sido orquestrado ou aproveitado para facilitar a adesão de professores a manifestações e atos políticos ocorridos na região.

Mensagens enviadas por direções e professores de diferentes instituições mostram justificativas diversas para dispensar os estudantes bem antes do horário habitual.

Justificativas variadas e coincidências de horário

Em uma das imagens que circulam nos grupos escolares, a gestão de uma unidade estadual informa que os alunos seriam liberados às 14h45. O motivo alegado foi o trânsito e a lentidão na Ponte Presidente Dutra, sob a justificativa de que a maioria dos docentes mora em Petrolina e não conseguiria chegar a tempo para as aulas.

Já em outra instituição, a Escola Municipal Professor José Pereira, um comunicado oficial indicava o encerramento das atividades às 15h00. A razão apresentada pela direção foi a "falta de água" na estrutura. O mesmo cenário de avisos de última hora e áudios de atenção foi registrado na Escola Professora Dinorah Albernaz M. Silva.

A indignação dos pais

Para os pais, no entanto, o acúmulo de imprevistos e dispensas no mesmo dia do ato político na região levanta questionamentos legítimos:

"Não é a primeira vez que nos pegam de surpresa no meio do dia. Um dia é falta d'água, no outro é trânsito na ponte, mas curiosamente tudo coincide com datas de mobilização e atos políticos. Quem acaba prejudicado é o aluno, que perde carga horária, e os pais, que precisam se desdobrar no trabalho para buscar os filhos de última hora", desabafou uma mãe de aluno.

O direito à educação vs. a militância

O exercício da manifestação política e sindical é um direito constitucional garantido a qualquer trabalhador. Contudo, o que a comunidade escolar cobra é transparência e respeito ao calendário letivo. O ambiente escolar deve zelar pelo cumprimento do direito fundamental dos estudantes à aprendizagem contínua.

Seja por problemas reais de infraestrutura e mobilidade urbana ou por um alinhamento velado para esvaziar as salas de aula, o fato é que a rotina das famílias foi desorganizada e os alunos foram, mais uma vez, os principais prejudicados.

O Blog Kaleb Alencar deixa o espaço aberto para que as Secretarias de Educação e as direções das escolas citadas se posicionem formalmente sobre os fatos relatados pelos pais.

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